terça-feira, 21 de abril de 2009

Liderar para mudar

Tenho pensado muito sobre como se atinge uma visão por meio de pessoas.


As pessoas, em geral, tendem a perceber o mundo como uma fonte inesgotável de recursos e experiências em que elas próprias vem em 1ºlugar.

Quando entrei na AIESEC, pensava em todas as experiências como algo que eu deveria aproveitar porque era bom para mim. Se perdia, ficava triste. Se criticavam, achava ruim.


Com o tempo, começei a perceber: que graça tem em fazer tudo para si próprio?

Acredito que se na busca por sentido nessa vida, se tivesse que escolher algo que no final das contas faz sentido, seria a idéia de que: todos morrem, a única coisa que fica é o seu legado, seu impacto.

Li uma reportagem recentemente na Você S/a que falava sobre maturidade. É interessante ver que essa é justamente aquela idéia das competencias desenvolvidas em diferentes níveis, que existe na AIESEC. Ou seja, na AIESEC trabalhamos maturidade! ;)


Em linhas gerais, é uma escala que vai desde de alguém com um instinto de autoproteção muito forte no nível 1, passando por alguém que gosta de discutir suas opiniões no nível 3 até chegar nos líderes históricos do nível 6, que se importam fundamentalmente com o impacto que causam no meio em que vivem.


Atualmente, me deparo com um desafio de liderança muito forte na AIESEC. Como presidente, lidero mais de 100 pessoas, que ao todo serão mais de 200 em um ano de gestão. Entre cobrar e atingir resultados planejados, fortalecer a liderança e gestão da diretoria (planejamento, acompanhamento, coaching e reflexão), formar lideranças para 2010, trabalhar pela cultura da organização, fazer relacionamento externo, captar recursos com projetos,...é difícil não esquecer de nada ou não descuidar de alguma coisa.

O desafio é conseguir que as coisas aconteçam por meio de outras pessoas. Afinal, não sou eu que faço a visita de vendas, que monto a auditoria interna, que coordeno o projeto de impacto local,...


Para manter o foco, compartilho uma listinha de coisas que tenho refletido e ajuda na gestão pelo impacto:

1º) É fundamental saber seu papel, no meu caso, em resumo cabe a mim:


- Trabalhar pela cultura da organização(valores e motivações por trás do que fazemos)
- Formar lideranças para 2010
- Fortalecer a diretoria (planejando, acompanhando, fazendo coaching e refletindo)
- Fazer relacionamento externo
- Atingir resultados (medido pela realização de intercâmbios e experiências de liderança)

2º) Cobrar as coisas fundamentais: o que é crucial para o resultado final. Não dá para acompanhar tudo ou entrar em muitos detalhes.

3º) Investir tempo com as pessoas: em conversas, papo cabeça, motivando, ...

4º) Tirar tempo para refletir, grandes erros podem vir sem ser percebidos.


E por fim:

Ter em mente que qualquer experiência não vale por ela própria, mas sim pela mudança positiva que pode causar em você e na sociedade. Em outras palavras, não se chatear se tudo der errado.

As coisas são feitas para dar errado.

domingo, 19 de abril de 2009

The Hub


O que é O THE HUB?

Onde as pessoas com um olhar diferente se sentem em casa

Nós acabamos de começar. estamos transformando um antigo galpão de 500m2 em um lugar onde as coisas acontecem. nossa intenção é inspirar e apoiar inovadores sociais, executivos, líderes comunitários, líderes do setor público, e freelancers na realização de suas idéias para um mundo radicalmente melhor.

O Desafio!
Idéias boas para um mudo melhor não faltam.

Porém elas precisam de recursos certos na hora certa. Empreendedores precisam de tecnologia de ponta, criatividade, contatos-chave, ferramentas de gestão e apoio jurídico-contábil para realizarem seus projetos e atingir o impacto que eles merecem. Nós procuramos providenciar isso tudo.

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O que é?

O Hub é um espaço para conectar pessoas, alavancar projetos inovadores e inspirar transformações nas pessoas, organizações e na sociedade. O Hub materializa a tecnologia social de trabalhar em redes. O Hub é o escritório do futuro para incubar as organizações do futuro.

O que oferece?

O Hub oferece um escritório compartilhado para agentes de mudança, inovadores e empreendedores sociais para trabalhar num espaço inovador e fazer conexões com outros empreendedores e organizações. O Hub é ideal para organizações e redes que mudam de tamanho com frequência. Espaço para reuniões e eventos com toda a infra-estrutura tecnológica e um ambiente muito inspirador.

Para utilizar O Hub você pode fazer seu plano, desde utilizar o escritório para trabalhar algumas horas por mês até virar a noite.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Uma era de inovações

Qual será a maior mudança que ocorrerá no mundo nas próximas décadas?

Não tenho nenhuma prova científica, mas alguma coisa me faz crer que uma profunda mudança na economia está por vir. Uma economia mais justa, criativa, desafiante e mais inclusiva.

Desafios de sustentabilidade, conexão de empresas com governos e 3º setor, distanciamento de renda entre ricos e pobres, desafios ambientais como a baixa disponibilidade de recursos naturais, aquecimento global...são aspectos que trazem questionamentos sobre como a sociedade lida com seus problemas, e qual o papel e a missão de cada um.

Nessa busca por sentido e respostas, algumas pessoas de grande talento tem demonstrado que com um pouco de criatividade, pensando fora da caixa, persistindo nos próprios valores e crenças...é possível construir um mundo melhor.

Uma delas se chama Jacqueline Novogratz, presidente de uma organização chamada Acumen Fund:

Acumen Fund is a non-profit global venture fund that uses entrepreneurial approaches to solve the problems of global poverty. We seek to prove that small amounts of philanthropic capital, combined with large doses of business acumen, can build thriving enterprises that serve vast numbers of the poor. Our investments focus on delivering affordable, critical goods and services – like health, water, housing and energy – through innovative, market-oriented approaches.

Em um vídeo fantástico do TED, ela manda muito bem...

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e encerra com a idéia de que:

"The next ten years are about developing talent, developing the stories that inspire and influence a generation, that we could do things differently in the world and that we don't need just to be sitting within the market place or just within traditional philanthropy or charity, but that there's real room for reinventing an economy that is global but is also more imaginative, creative and most importantly inclusive."