quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pré-encontro da conferência internacional

International Congress Committee: 22 countries

Faz 1 mês que estou em Kuala Lumpur, capital da Malásia. Contando um pouco do que vim fazer aqui: a AIESEC realiza anualmente uma conferencia internacional, em que mil jovens de 110 países se encontram em algum lugar do mundo para discutir temas como liderança, diversidade cultural, sustentabilidade. Durante 14 dias, jovens lideranças interagem com empresas e organizações globais, empreendedores de negócios e sociais, a idéia é criar uma plataforma em que jovens passem a refletir sobre seu papel e sua contribuição para uma sociedade melhor.


Meu papel aqui é compor o comitê organizador da conferencia, junto com outros 50 jovens entre 20 e 30 anos de 22 paises diferentes. Estamos morando juntos por 2 meses, trabalhando com a logística, promoção, organização de eventos, toda a preparação para a conferencia acontecer entre os dias 18 e 31 de agosto.

Palace of the Golden Horses

Morar junto com 50 pessoas de todos os cantos do mundo é uma oportunidade única de aprender sempre, a cada dia. Esse aprendizado fica ainda mais desafiante pela idéia de sermos responsáveis por entregar uma conferencia tão grande e para tantas pessoas. Uma conferencia, que provavelmente, vai contribuir ou mudar a percepção dessas pessoas em relação ao mundo e a si próprias.

Global Village do comitê organizador

O clima da nossa `casa` é bem internacional. 22 paises estão representados aqui: Paquistão, Índia, China, Alemanha, Áustria, Canadá, Malásia, Grécia, Itália, Eslováquia, Emirados Árabes, Marrocos, Tunísia, Austrália ...e pessoas com historias curiosas: a Layal, por exemplo, nasceu no Sudão, morou anos em Londres, depois 8 anos em Omã (Oriente Médio), 2 no Qatar e atualmente está há 6 anos no Canadá. Ela diz que não se sente nativa de nenhum pais, na cabeça dela, ela nasceu no `mundo` e o `mundo` é a casa dela. Universidade no Canadá, verões na áfrica, natal em Londres, emprego no oriente médio, e por aí vai...

Todo dia acordamos às 9h e começamos o dia com um encontro de todo o time, apresentações culturais de cada pais, danças, brincadeiras. Tem hora para trabalhar sozinho, reuniões entre os times. Tomamos café, almoçamos, jantamos juntos. As noites, em geral, com nargilê, Night markets ou alguma coisa imprevisível.

Ontem, por exemplo, tivemos aulas de salsa, merengue e cumbria com a Cindy de El Salvador. Nos fins de semana livres, viajamos juntos. No ultimo, fomos para umas ilhas paradisíacas na fronteira da Malásia com a Tailândia.

A cada final de dia, um clima de empolgação toma conta da sala em que trabalhamos. As musicas começam a tocar e se não saímos para nenhum lugar, a sala é tomada de musica de todos os cantos do mundo. Hoje parecia que estávamos na Índia da novela das 8, todos dançando musicas de Bollywood.

Nas paredes, gráficos de finanças, planos de como receber os delegados da conferencia, calendário de eventos com parceiros globais,...e fun sessions: cada um vai lá e escreve algo que gostaria de fazer no horário livre, como um curso que a pessoa se dispõe a dar ...desde de aulas de malaio até um curso de máfia com um italiano ou de massagens com um marroquino.

Eu sinto como se o tempo estivesse passando e eu querendo aproveitar cada vez mais, aprender cada vez mais, me divertir cada vez mais, viver cada vez mais.

Mas não pense que a vida é perfeita e os dias são de pura realização. Ninguém é feliz todo o dia, nem quando o ambiente todo parece conspirar para isso. Com freqüência, algumas perguntas me vêm à cabeça: o que estou fazendo aqui? Como será quando voltar para Vitória? Quando terei tempo para ficar quieto sem ninguém por perto (nem na hora do banho está sendo possível)? O quão intenso estou vivendo essa experiência?

Mochileiras na Malásia

Perguntas que geram angustias e duvidas: será que vou passar meu próximo ano viajando pelo mundo sozinho, em busca dessas respostas ou vou conseguir um emprego e me estabilizar? Fazer um curso de meditação na Tailândia, me apaixonar pela Holanda ou trabalhar com sustentabilidade no Oriente Médio?

Monges budistas no Camboja

A historia e a personalidade das pessoas que encontrei, vindas do mundo todo, com culturas e valores diferentes, parecem desafiar a minha historia: o que você esta construindo? Como está vivendo sua vida? O quanto está sendo você mesmo de forma natural e sincera?



Crescimento pessoal sempre foi um dos meus grandes interesses. Como as pessoas se desenvolvem e `crescem`? O quanto desse crescimento é responsabilidade individual? Se nós somos, no final das contas, um amontoado de valores, crenças e características herdadas dos nossos pais e nossa família. Que por sua vez foram influenciados pelos valores e crenças de uma determinada sociedade (seja ela cristã em um país tropical ou budista em montanhas frias). E essa sociedade tem uma história. Talvez a minha parcela de responsabilidade sobre quem eu sou seja muito baixa e o pulo do gato está em entender e fortalecer a minha própria história.


Do outro lado do mundo, dia a dia, pés no chão e cabeça no presente.

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International Congress Committee: 22 countries

I`m in Kuala Lumpur, capital of Malaysia, for 1 month. Sharing a little of what I came to do here: AIESEC holds an annual international conference, in which a thousand young people from 110 countries comes to discuss topics such as leadership, diversity, sustainability. During 14 days, young leaders interact with global companies and organizations, business and social entrepreneurs, the idea is to create a platform where young people will reflect on their role and their contribution to a better society.

My role here is composing the organizing committee of the conference, along with other 50 young people between 20 and 30 years from 22 different countries. We will live together for 2 months, working with logistics, promotion, organizing events, all the preparation for the conference to take place between 18 and 31 August.

Palace of the Golden Horses

Living with 50 people from all corners of the world is a unique opportunity to learn always, every day. This learning is even more challenging because of the idea of being responsible for delivering a big conference to so many people. A conference that will, probably, contribute to or change the perception of these people about the world and themselves.

Organizing Committee`s Global Village

The atmosphere of our "home" is very international. 22 countries are represented here: Pakistan, India, China, Austria, Canada, Malaysia, Greece, Italy, Slovakia, UAE, Morocco, Tunisia, Australia ... and people with curious stories: Layal, for example, was born in Sudan, she lived for years in London, 8 years in Oman (Middle East), 1 in Qatar and is currently in Canada for 6 years. She says she does not feel native of any country . According to her, she was born in the `world` and the `world` is her home. University in Canada, summers in Africa, Christmas in London, jobs in the Middle East, and so on ....

Every day at 9am, we wake up and start the day with a meeting of all the team, cultural presentations of each country, dances, games. We have time to work alone, meetings between the teams. We have breakfast, lunch and dinner together. The nights in general are spent with shisha, night markets or something unpredictable.

Yesterday, for example, we had classes of salsa, merengue and Cumbria with Cindy from El Salvador. On free weekends, we travel together. In the last one, we went to some islands in Malaysia's border with Thailand.

The end of each day, an atmosphere of excitement takes place in our work room. Music from all over the world is played. Today it seemed that we were in India from the 8 o clock soap opera from Brazil, all dancing to Bollywood songs.

On the walls, graphics, finance, plans to receive the delegates of the conference, calendar of events with global partners, ... and fun sessions: each one writes something he wants to do in the free time as a course that the person is available to offer/teach... from classes provided by a Malaysian to a course with an Italian about mafia or a massage with a Moroccan.

I feel as if time was passing and I want to experience more and more, learn more, enjoy more, live more.

But do not think that life is perfect and the days are pure achievement. Nobody is happy all the days, even when the whole environment seems to conspire for it. Often, some questions come to my head: what am I doing here? How is it going to be when I return to Vitória? When will I have time to be quiet with no one around (not even at the shower it is possible)? How intense am I living this experience?

Backpackers in Malaysia

Questions that generate anxiety: do I spend my next year traveling the world by myself, in search of these answers or I get a job to try stability? To do a course of meditation in Thailand, fall in love with the Netherlands or work with sustainability in the Middle East?

Buddhist Monks in cambodia

The history and personality of the people I met, from around the world, different cultures and values, seem to question my own story: what are you building? How are you living your life? Are you being natural and sincere?

Personal growth has always been one of my major interests. How people develop and grow? How much of that growth is individual responsibility? If we are, in the end, a bunch of values, beliefs and characteristics inherited from our parents and our family. They were influenced by the values and beliefs of a society (be it Christian in a tropical country or Buddhist in cold mountains). And the society has its own history. Perhaps my share of responsibility for who I am is very low and the crucial point is to understand and strengthen my own history.


Across the world, day by day, feet on the ground and mind in the current day.

sábado, 18 de julho de 2009

O Cambodia


Passaram-se 10 dias desde que cheguei na Malásia. Nesses 10 dias, passei 5 no Camboja, um país que tinha muita cuirosidade em conhecer, com amigos do comitê organizador da conferencia em que vim trabalhar.

Sair da Malásia e chegar ao Camboja foi um grande choque cultural.


O Camboja é um dos países mais pobres da Ásia, com uma população de 10 milhões de pessoas. Sendo que 2 decadas atrás em torno de 2 milhões foram mortos em um genocidio cometido pelo então rei Khmer Rouge.

Crianças brincam ao redor de um antigo campo de concentração em Pnhom Penh

A pobreza no Camboja não é diferente da pobreza vista no Brasil, mas enquanto no Brasil se vê uma certa mobilização para mudar e crescer, o Camboja ainda está ligado ao seu passado de guerra, dependente de ajuda estrangeira e do turismo insustentável.

Museu conta história dos mortos na guerra

O choque cultural é inevitável: motos, tuk-tuks, ausência de sinais de transito, crianças trabalhando, pessoas pedindo dinheiro e uma população extremamente sorridente.


Como Jia, uma cambojana de 16 anos que conhecemos. Ela vende livros nas margens do rio em que turistas estrangeiros, de passagem pelo país, lotam restaurantes. Jia nos contou que sua mãe, também vendedora de livros, está doente e não trabalha há 1 mês. Seu pai é motorista de tuk tuks e não pode mais trabalhar. Ela e o irmão, motorista de tuk tuk, são quem levam dinheiro para casa.Já eram 11h da noite e Jia, sempre sorrindo, ainda vendia livros na rua.Uma rotina de estudar pela manha, almocar e ir vender livros para os estrangeiros, compartilhada por grande parte das crianças do Camboja.

Jia

O Camboja é uma país para quem quer se aventurar. A maior parte da população não fala inglês, aumentam os preços e a infra etsrutura é precária. Dar uma volta na rua é sempre exótico aos olhos de alguém do ocidente: transito caótico, monges budistas, macacos e elefantes.



Elefantes em Angkor

A grande atração do país é um dos seus maiores legados para da humanidade: os templos de Angkor, um complexo enorne com dezenas de templos. Foram construídos em grande parte em torno de mil anos atrás, para servir de residência ao rei do Imprério Khmer e em devoção a budas e deuses do hinduísmo.

Templo de Angkor: maior templo religioso do mundo

Os templos ficam no meio de uma floresta. Os anos se passaram, e com a guerra da década de 70, minas terrestres foram colocadas em todo o território do camboja, inclusive nos arredores dos templos de Angkor.

Arvore cresce sobre as ruinas do templo

Emma (China), me, Niddhi (India), Katja (Germany), André (Brazil), Giuliano (Italy)

sábado, 11 de julho de 2009

Cheguei na Malásia!

Varanda do apartamento do Lucas: Petronas Towers

Enfim cheguei à Malásia! Vim aqui para organizar a conferencia internacional da AIESEC para 1000 jovens lideranças de 110 paises sobre diversidade cultural, liderança e como gerar mudanças positivas na sociedade. Ficarei 2 meses trabalhando nisso com 55 jovens de quase 30 paises, morando juntos Kuala Lumpur.

Destinos um tanto exóticos


Petronas Towers: mais de 100 andares

Por sinal, que lugar longe! Foram ao todo 25h de viagem só em aeroportos, fora os deslocamentos sempre necessários. Daí deu mais de 30h.

O avião chega na Africa

Fora o fato de que nas últimas horas, parecia que eu ia morrer de cansaço dentro do avião, a experiência de viajar meio mundo foi bem interessante.


Vi o sol nascer 2 vezes e se por 2 vezes. Algo que confundiu minha cabeça. Não sabia se dormia ou se ficava acordado. A Malásia está a 11h a mais do que o Brasil. Se aí são 21h, aqui são 8h da manha. Isso desregulou um pouco meu sono. Cai no sono às 16h aqui e acordei agora, às 3h da madrugada. Com a sensação de ter acordado às 10h naquele típico domingo bem dormido.

Noite no Brasil, dia na Malásia

Alem desse fato curioso, pude ver o sol se por na savana africana, algo incrível de bonito. Que me lembrou de uma cena do filme de Benjamin Button, interpretado pelo Brad Pitt, em que ele fala que `na vida, temos que viajar, ver e sentir coisas que nos emocionam`.

O sol nasce na savana africana

Conversei 8h com um brasileiro que trabalha com engenharia em Luanda. Ajudei uma mulher de Botswana no aeroporto a se comunicar com a companhia aérea e viajei so com pessoas gripadas.

Uma nova amiga da argentina: falamos portunol durante toda a viagem

A passagem pela escala na áfrica do sul, me deu uma pequena noção do que possa ser aquele continente. Do avião se via savanas, campos, praias. Passamos por cima da Namíbia e descemos em Johanesburgo. Ao cruzar o oceano indico, passamos por cima de Madagascar, das ilhas mauricio, maldivas, indonésia e chegamos ao futurístico aeroporto de Kuala Lumpur. As coisas lá funcionam extremamente bem.

Da janela do trem se vê um país de longe muito parecido com o Brasil

As minhas primeiras impressões da Malásia vão para as coisas que mais se vê por aqui: muita comida, indianos, malaios, mulçumanos, árabes e chineses.

Moda local

O fato da companhia aérea nacional estar nas notas da moeda local, de ter um shopping como ponto turístico nacional, um esforço da população para falar o básico do inglês e um padrão de beleza ocidental se difundindo localmente parecem indicar uma preocupação nacional em tornar a malásia um centro de negócios na Ásia.



É um pais com muitos mulçumanos. Interessante ouvir nas ruas os cantos vindo das mesquitas mulçumanas, essa é uma daquelas cenas que arrepiam os braços e te dá noção de que você não está em casa.

Mulçumanas tiram foto cobertas com véu: mas quem é quem na foto? Observem a revista na mão de uma delas: o padrão de beleza e compra ocidental parece não bater com a forma delas se vestirem.

Os hinduístas também estão aqui. De frente para o prédio do Lucas, brasileiro que está trabalhando em KL, está um templo hinduísta. Lá as pessoas se vestem parecido com os personagens da novela das 8: caras pintadas, panos brancos amarrados. Pena que não entendi nada do significado dos deuses com forma de animais, das oferendas e das roupas diferentes. Sabia apenas que tinha que deixar meus chinelos na porta.

Piscina, templo hinduista e trem de um trilho só

O cheiro da comida nas ruas é bem marcante, cheiro de temperos fortes. Muita pimenta. Ontem almocei em um restaurante indiano com uma menina da Bulgária que esta trabalhando aqui pela AIESEC e uma argentina que está rodando pelo mundo. O indiano teve que me explicar o que era cada prato, todos com muita pimenta, claro.

Comida indiana: pimenta e mais pimenta
Mãe, sabe os bifes empanados com farinha de rosca aí de casa? Aqui eles empanam com pimenta.

Depois de compartilhar a experiência da Salome (uma amiga do Equador que esta morando no Brasil) com infecção intestinal =P vou tomar cuidado com o que como por aqui.


O fato de não entender a cultura local, de onde vêm esses indianos, chineses, quem na verdade são os malaios? Essa mistura toda não parece fazer sentido para mim, que vim de um pais formado por índios, africanos e europeus católicos. Uma mistura tão compreensível. Pudera, já que me falam dela desde que nasci.

Comida chinesa em todos os lugares

Comprei um livro sobre a malásia e o camboja. Quero estudar sobre o país, entende-lo.

Essa semana já começam a chegar meus colegas do comitê organizador do IC – International Congress da AIESEC. Cada um procurando um canto em KL até nos mudarmos semana que vem para morar juntos e começar a trabalhar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

2009

Eu começei esse ano muito empolgado pois sabia que era um ano decisivo. Fim de curso, muitos sonhos e idéias na cabeça. Vontade de realizar, fechar ciclos antigos e dar novos passos.


Essa idéia me motivava muito. A idéia de que em 2009, o mundo se abria em oportunidades e que que cabia a mim correr atrás e aproveitá-las. Uma vontade de fazer, de hora certa e lugar certo. Dificil explicar.


Um ano de transição.


Nunca fiz tantas coisas ao mesmo tempo como em 2009. Com essa forte vontade de fechar coisas antigas e abrir caminho para novas, acabei assumindo muitas responsabilidades. Aprendi que isso não deve ser feito.


Entre estágio em um projeto ambiental e escrevendo projetos para captação de recurso junto do Ateliê de Idéias, passando pelo meu papel como presidente da AIESEC Vitória, aluno de engenharia da UFES, graduando com trabalho de conclusão para ser entregue e fazendo curso de espanhol nos sábados. Fora a idéia de construir um negócio social, que me levou a buscar financiamento em um projeto de tecnologias limpas com a Ashoka e mais tarde a desenhar a idéia de uma teia capixaba de responsabilidade social no ES.

Se minha agenda fosse fechada e eu tivesse 100% de energia focada nessas coisas, para tudo dar certo meu tempo teria que fluir no ritmo de trabalho que temos naqueles melhores dias, em que tudo dá certo e todo o planejado acontece.


A academia perdeu um seguidor nos últimos tempos, pela falta de tempo descuidei do lazer também.

Li uma reportagem da Mckinsey uma vez que falava sobre fluxo de energia. Em resumo, é como as pessoas gastam e como recarregam suas energias. Saber de onde ela vem e para onde ela vai, segundo o texto da Mckinsey, é sinal de autoconhecimento.

Desde então tendo pensado a respeito. Percebi que o que mais me repõe energia é estar com gringos ou trabalhar em ambientes internacionais, ler sobre sustentabilidade, RH e negócios sociais, assistir os Normais e conhecer uma cidade nova ou fazer algo novo. E o que mais me tira: relacionamento com pessoas (no sentido de aprender a lidar e ceder para conviver).


As experiências são incriveis e os desafios são enormes. Quando penso na minha expectativa de inicio de ano, sinto a mesma motivação e vontade de realização. Mas preciso renovar a energia.


A minha experiência como presidente da AIESEC Vitória é fantástica. Ver uma organização em seus pontos estratégicos, falhas, comunicar essa organização para membros e externos, tomar decisões. Sinto apenas que não tem sido plena, ou melhor, consigo enxergar que poderia ser diferente, porque grande parte da minha energia não está indo para essas coisas que mais valorizo, mas para resolver conflitos entre pessoas.


Esta semana me despedi de uma grande amiga, que acaba de viajar para a Alemanha. Provavel que só vá reencontrá-la no final de 2009. Ir ao aeroporto dizer "tchau" para ela, me trouxe a estranha e inexplicável sensação de que na próxima semana sou eu que vou embarcar. Destino: Malásia, para organizar a conferência internacional da AIESEC, com quase mil jovens de 110 países.

É uma sensação que mistura frio na barriga, grandes responsabilidades, expectativas de realizar um grande evento, viver uma cultura muito diferente da minha com o peso de ter escolhido, planejado e defendido ter essa experiência neste ano.

30 horas de voo, 11h a mais no fuso horário.


Como disse, este é um ano de transição. Alguns erros já começam a ser percebidos, alguns ciclos já começam a ser fechados e já vejo novas experiências no horizonte. A vontade de fazer acontecer está mais forte do que nunca.